sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ser ou não ser (diplomado), eis a questão


José Paulo Cavalcanti Filho
Folha de S. Paulo

NÃO, O diploma dos jornalistas não acabou. A decisão do Supremo Tribunal Federal, na última semana, limitou-se a dizer que o decreto-lei 972/69 era incompatível com a Constituição democrática de 1988. Mais nada.

E merece elogios -por pretender, esse monstrengo da redentora, exercer o controle do jornalismo a partir do Estado. Era nele que estava, em regra acessória (artigo 4º, V), a exigência de diploma para registro dos jornalistas no Ministério do Trabalho.

Ocorre que, tecnicamente, jamais poderia o STF declarar sem valor o decreto-lei e deixar vigendo uma de suas regras. Sem juízo de valor, no julgamento, sobre o dito diploma -que poderá voltar a ser exigido em outra lei. Apenas isso.

O mais são palavras ao vento. Inclusive as do eminente presidente Gilmar Mendes, que, mais uma vez, expressa opinião pessoal sobre tema que pode vir a ser discutido no Supremo -em vez da reserva que, como regra, a seus ministros conviria guardar em situações assim.

Isso posto, cabe então perguntar se, afinal, esse diploma é bom ou ruim para a cidadania.

Não há consenso. Divididos, os países, em três posições. Primeiro grupo, o dos que exigem diploma: Bélgica, África do Sul, Arábia Saudita e mais 11 pequenos. Segundo grupo, o dos que não aceitam nenhum tipo de limitação ao exercício da profissão: Chile, Áustria e Suíça, na linha de "um modelo de desregulamentação" absoluto, como defendido pelo ministro Gilmar Mendes. Duas visões francamente minoritárias, pois.
Havendo ainda um terceiro grupo, bem mais amplo, dos países que admitem algum tipo de exigência prévia para o exercício da profissão, segundo padrões culturais não uniformes: idade mínima, escolaridade, ausência de condenação penal, algum curso médio ou superior, curso preparatório específico, estágios compulsórios.

Esse panorama considera só a base legal; um diploma, no mundo real, significa maiores chances de obter emprego e/ou salário melhor.

Maiores informações: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=394057

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ambiente de trabalho: forma como relações sociais se dão no Brasil inibe inovação


Por Flávia Furlan Nunes - InfoMoney

De acordo com o consultor da empresa Inteligência Nacional, Paulo Benetti, o fato de as relações sociais no Brasil serem autocráticas, o que significa que espera-se que ideias e respostas venham dos líderes, inibe "drasticamente" a criatividade dos liderados.

"A criatividade está em todos nós, mas precisa ser estimulada. É importante que as empresas percebam que a inovação, a criatividade, dependem não apenas das pessoas, mas também de um ambiente que as estimule, de processos que as viabilize e da sua materialização em um resultado, um produto, uma ação", afirmou.

Hierarquia

Em empresas muito hierarquizadas e em que as pessoas seguem muitas normas, é praticamente impossível esperar que aconteça o fenômeno da inovação, já que os profissionais vão evitar situações de conflito.

Por outro lado, se um ambiente for bem conduzido, o consultor explicou que cerca da metade das boas ideias que a empresa adota passa a ser dada pelos colaboradores. "Mas há setores em que 90% das melhores ideias vêm de clientes, o que revela a importância de programas que deem aos clientes oportunidades de se expressar e interagir com você".

Papel do RH

Ainda segundo Benetti, a empresa que incentiva a inovação e a criatividade faz isso de forma natural. Porém, para aquelas que não atuam nesse sentido, o primeiro passo para promover a criatividade é mudar as relações de trabalho.

"É por isso que o tema da inovação afeta, diretamente, as áreas de Recursos Humanos, pois cabe a elas criar o ambiente ideal, que vai favorecer a criatividade. Isso passa pela revisão de modelos de gestão de pessoas e é algo que demanda tempo, perseverança e, acima de tudo, vontade de ser inovador".

Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/ambiente_de_trabalho_forma_como_relacoes_sociais_se_dao_no_brasil_inibe_inovacao/24036

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Depois de derrubar obrigatoriedade do diploma de jornalista, STF pode fazer o mesmo com outras profissões

Adauri Antunes Barbosa
O Globo Online


SÃO PAULO - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira, em São Paulo, que a decisão de derrubar a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão deverá criar um "modelo de desregulamentação" das outras profissões que não exigem aporte científico e treinamento específico.

- A partir das premissas estabelecidas nesse julgamento, acho que vamos ter também a possibilidade de revisão de outras leis que fixam essas regras de corporação, de determinados segmentos profissionais. Tenho a impressão que vai haver uma revisão geral dessa legislação profissional - previu Gilmar Mendes, que na quinta-feira admitira que outras profissões poderiam questionar a exigência do diploma .

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Tenho a impressão que vai haver uma revisão geral dessa legislação profissional
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O presidente do Supremo lembrou que a regulamentação de profissões começou no século passado, na época do "Varguismo" do presidente Getúlio Vargas, para criar reserva de mercado, o que, acompanhando a tendência neoliberal global, deve acabar em breve.

- Não sou capaz de emitir juízo seguro, mas se for considerado que essa é uma prática que remonta já ao "Varguismo", essa ideia de regulamentação de profissão... E o ministro Celso (de Mello, integrante do STF) inclusive citou lá 10 projetos de lei que tramitam no Congresso tratando da regulamentação das mais variadas profissões - escritor, cabeleireiro e que tais. Então se vê que, não só no passado, mas (atualmente há) uma tendência que prossegue na tentativa de criar reservas de mercado. E isso certamente não vai encontrar amparo na jurisprudência do Supremo - afirmou.

O presidente do STF não soube dizer, no entanto, quais profissões correm o risco de ser desregulamentadas.

- Que eu saiba, não. Mas tenho a impressão que vamos entrar em um "processo de desregulamentação". Tendo o Supremo Tribunal afirmado que é preciso deter certo nicho científico, um nicho técnico para que se possa estabelecer e regulamentar uma profissão, certamente muitas leis cairão.

De acordo com Gilmar Mendes, a decisão do STF de não exigir mais o diploma específico para o exercício do jornalismo é irreversível. Ele também afirmou que o registro profissional, antes obtido apenas com o diploma do curso de jornalismo, "perde o sentido".

- Esse registro na verdade perde o sentido. Aquilo que eventualmente exigir o registro não terá nenhuma força jurídica.


Fonte: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=391610

Comunicação e Poder Emocional


Por Eduardo Shinyashiki - www.administradores.com.br


Seres humanos são seres emocionais, e não há nada de errado com isso. Ouvir o nosso corpo e as emoções que ele manifesta significa ouvir um conselheiro com uma experiência muito maior do que a razão e a lógica.

Mas não basta ouvir apenas um lado, uma opinião, temos que ouvir o todo, equilibrar o emocional com a razão lógica. Essa harmonia gera resultados positivos, pois, como foi evidenciado por várias pesquisas médicas sobre o cérebro, temos capacidade de mudar estados de consciência, hábitos e atitudes indesejáveis.

Ao ouvir o apelo emocional de nosso corpo, fazemos uso da nossa Competência Emocional, identificada com algumas habilidades principais, entre elas:

· Autoconsciência: conhecimento das próprias emoções, percebendo como e quando elas acontecem em nossa vida;

· Gestão das emoções: nossa capacidade de lidar com as emoções de maneira apropriada, sem nos deixar dominar por elas;

· Auto-motivação: poder de ativar as nossas emoções positivas como impulso à ação.

· Empatia: palavra originada do grego empátheia, que significa “entrar no sentimento”. É o reconhecimento das emoções dos outros;

· Gestão eficaz das relações interpessoais: habilidade de flexibilizar os próprios comportamentos e atitudes em relação à percepção de nós mesmos e dos outros.

Ao focar nesses quesitos da Competência Emocional, podemos transformar e melhorar muitos aspectos de nossa vida, como, por exemplo, a comunicação.

Comunicação são todas as formas expressivas, verbais e não verbais, que permitem nos colocarmos em contato com nós mesmos, com os outros, construir relacionamentos, criar respostas, construir uma ponte entre nós e os outros. Por isso, o primeiro conceito de fundamental importância no sucesso da comunicação, ligado ao conceito de inteligência emocional, é a flexibilidade comunicativa, a capacidade e a intenção do comunicador de entender e se adaptar ao contexto situacional e ao interlocutor.

As palavras que falamos a nós mesmos e aos outros, são como sementes, penetram profundamente e fecundam o cérebro ao criar pensamentos e convicções. Elas constroem a realidade, cristalizam nossas emoções, modelam nossas atitudes o que condiciona nossas decisões.

Portanto, é muito importante saber e estar consciente daquilo que “tornamos comum” e de como fazemos isso através da nossa linguagem verbal e não verbal. A maneira com a qual comunicamos reflete o que pensamos e condiciona nosso comportamento, expressa a idéia que temos de nós mesmos e do mundo, as nossas dificuldades e as nossas emoções.


Eduardo Shinyashiki é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre-Ser. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Gestão de mudanças em tempos de crise


NAQUELA ÉPOCA O MURO de nossa casa era mais baixo e nossos filhos também. À meia-noite a campainha tocou. A vizinha vira dois homens pulando o muro e fugindo, levando o velocípede de meu filho. Ainda podia vê-los, dobrando a esquina a poucas quadras dali.

Com a adrenalina atropelando o bom senso, resolvi me candidatar a uma vaga de vítima no noticiário policial. Peguei minha viatura e saí em perseguição aos meliantes que haviam adentrado meu recinto para subtrair um veículo. O velocípede.

Aquele paladino da valentia, saltando pela porta escancarada de um carro de faróis altos e freada estridente, assustou os bandidos. De dentro do bolso do casaco eu apontava o inofensivo cano de meu dedo indicador, que nem sequer era oco. Eles tinham por líquido e certo que eu era policial. Líquido e certo foi o que quase fiz na calça quando vi a cara dos marginais.

Adrenalina demais e cautela de menos são a receita certa para o desastre. Não importa se o tempo é de paz ou de guerra, basta nosso negócio sofrer um atentado do mercado e queremos partir para o ataque. Mas atacar o que?

Quando a economia à frente para de repente, é loucura responder com o pé na tábua da insensatez, ou com a freada brusca do susto. O estrago pode ser maior. Em momentos assim é preciso serenidade para saber o quanto frear, para onde desviar e quando voltar a acelerar, escapando do engavetamento do mercado.

Como fazem os tubarões, é preciso estar sempre em movimento, mas atento, sem se deixar levar pelo pânico. Investigar, ponderar e agir com lucidez. Todo negócio exige coragem para começar, persistência para permanecer e ousadia para sair ou mudar, além de entusiasmo e cabeça fria. O entusiasmo nos motiva para o sucesso, mas as decisões emotivas nos levam ao fracasso.

Quando o Dr. Seuss decidiu escrever livros infantis, seus manuscritos foram recusados vinte e oito vezes. Qualquer um teria desistido, mas não o Dr. Seuss. Ele persistiu, e hoje celebra mais de duzentos milhões de livros vendidos em todo o mundo.

Todavia, a persistência cega é tão prejudicial quanto a parada ou mudança de direção sem razão. Um campeão de hóquei no gelo, a quem perguntaram como conseguia esquiar tão bem, respondeu: “Mantendo os olhos fixos no disco”. Ele parava ou mudava de direção quando tinha um motivo forte para fazê-lo.

Sem desprezar os competidores, e nem perder de vista o gol, às vezes é preciso estar preparado para desvios e retrocessos, uma espécie de acatamento estratégico das perdas que apenas postergam os ganhos. Isso porque às vezes tomamos decisões erradas e precisamos saber lidar com as consequências do erro.

Por isso, após pegar o velocípede e colocá-lo no carro, sem tirar os olhos dos bandidos que continuavam com as mãos levantadas, fiz a pergunta mais idiota do mundo:

- Por que vocês roubaram o velocípede?

Fiz de conta que acreditei quando um deles disse que estava sem dinheiro para comprar um presente de aniversário para o filho doente. Aqueles ladrões agora sabiam onde eu morava, e poderiam aprontar uma represália para quem quase os matara do coração, armado apenas com um dedo no bolso.

Em momentos assim, o melhor é tomar uma direção completamente nova, que surpreenda o outro, ainda que nos custe algo. Às vezes é preferível sair no prejuízo - trocar de produto, escolher outra atividade ou dissolver uma sociedade - só para evitar a dor de cabeça de um problema maior no futuro.

Foi o que fiz. Os dois deram um passo atrás, quando levei a mão livre ao bolso traseiro. Tirei a carteira, saquei dela uma nota e a estendi ao ladrão.

- Pegue. - disse eu com pose de Robin Hood - Compre um presente para seu filho.

Aproveitei para sair dali, enquanto eles estavam algemados pela surpresa. Voltei para casa com a certeza de que já podia dormir sossegado. Com algum prejuízo, mas sossegado.

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(extraído do livro "Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades", por Mario Persona)

Investimentos: gestores e clientes apontam que certificação é diferencial


Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, a pedido da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), revelou que a certificação dos profissionais que atuam com investimentos é vista de maneira positiva por eles e pelos clientes.

Dentre os gerentes, 85% demonstraram satisfação com a certificação e 83% consideraram que o conteúdo programático para os exames é adequado à função que eles exercem. Outros 65% responderam que pretendem obter uma nova certificação o mais rápido possível.

Além disso, os gerentes apontaram que, com a certificação, se sentem mais seguros para falar dos produtos que comercializam e que entendem melhor os riscos aos quais os investidores estão expostos em cada tipo de investimento.

Os clientes

Entre os clientes, tanto do segmento de varejo quanto de premium (varejo alta renda), mais de 60% consideraram que o atendimento realizado pelos gerentes certificados é adequado no que se refere aos seus investimentos.

Mais de 90% deles disseram que o gerente/consultor demonstrou conhecer bem o produto oferecido. Para 91% dos clientes de varejo, o profissional demonstrou segurança ao explicar o produto, mesma resposta dada por 88% dos clientes premium.

A pesquisa foi realizada com 600 profissionais certificados e 1050 clientes da rede bancária, sendo 786 do segmento de varejo e 264 do segmento premium. Foram consultados investidores e gestores de São Paulo, Porto Alegre e Recife entre os meses de dezembro de 2008 e fevereiro de 2009.

Há satisfação

De acordo com a diretora de Atendimento e Planejamento do Ibope, Silvia Cervellini, os resultados mostram satisfação tanto dos profissionais quanto dos investidores, em relação à certificação.

"A pesquisa revela que estão sendo cumpridos os procedimentos de venda dos produtos de investimento. Ou seja, mostra que a certificação proporcionou melhora na capacitação técnica dos profissionais e, consequentemente, no atendimento aos clientes", explicou.

A Anbid tem um programa de certificação continuada desde 2002, que visa a promover a capacitação dos profissionais que têm contato com os investidores na comercialização de produtos.

Fonte:http://www.administradores.com.br/noticias/investimentos_gestores_e_clientes_apontam_que_certificacao_e_diferencial/23866

O sucesso do passado não garante conquistas no futuro



O sucesso do passado pode gerar fracasso no futuro se você acreditar que ele será para sempre. Portanto, reflita o que você nega no seu negócio que está precisando urgentemente de sua atenção? O ser humano possui um mecanismo de defesa inconsciente utilizado para reduzir tudo aquilo que é incômodo e desconfortável. O fato de negarmos sentimentos, pensamentos ou acontecimentos intoleráveis chama-se, segundo a psicologia, negação, ou seja, o que não se admite como verdade. Geralmente, esse mecanismo de defesa entra em ação quando o indivíduo não consegue lidar com situações que por algum motivo considere ameaçadoras e, por incrível que pareça, pode impedir os líderes empresariais de alcançarem melhores resultados ou, até mesmo, falir uma empresa.

A negação é um mecanismo que pode destruir uma empresa em um curto período de tempo. Isso se deve ao fato de alguns líderes acreditarem que possuem os melhores produtos ou serviços e que suas estratégias sempre foram as corretas e continuarão sendo. Será que é preciso levar um tombo para se dar conta da negação? Como evitar isso? Como descobrir se a sua empresa se encontra em negação?

Segundo Jagdish, autor do livro “Os Maus Hábitos das Boas Empresas e Como Fugir Deles”, são três os sinais indicadores da negação: A síndrome do “eu sou diferente”, a de não se admitir idéias vindas de fora e a de se procurar por respostas nos lugares errados. É muito comum um líder deixar-se dominar pela arrogância e não admitir que alguém descobriu uma maneira melhor para fazer algo, principalmente em empresas com gestão familiar onde, por exemplo, existe uma resistência por adotar novas tecnologias e tornar uma operação mais eficiente.

Bom, reconheço que posso estar envolvido pelo hábito auto-destrutivo da negação. Como faço para me livrar dele? Jagdish, apresenta um programa de 4 etapas para colocá-lo no rumo ao caminho certo: Procure, Admita, Avalie e Mude.

Maiores informações:http://www.administradores.com.br/noticias/o_sucesso_do_passado_nao_garante_conquistas_no_futuro/23868